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Kenobi (Star Wars)

John Jackson Miller
 

"Uma vida que parece pequena por fora pode ser infinita por dentro. Até mesmo alguém vivendo no lugar mais remoto do universo pode se preocupar com centenas de outras pessoas. Ou com toda a galáxia."


 


 
A República foi destruída, e agora a galáxia é governada pelos terríveis Sith. Obi-Wan Kenobi, o grande cavaleiro Jedi, perdeu tudo... menos a esperança. Após os terríveis acontecimentos que deram fim à República, coube ao grande mestre Jedi Obi-Wan Kenobi a missão de proteger aquele que pode ser a última esperança da resistência ao Império. Vivendo entre fazendeiros no remoto e desértico planeta Tatooine, nos confins da galáxia, o que Obi-Wan mais deseja é manter-se no completo anonimato e, para isso, evita o contato com os moradores do local. No entanto, todos esses esforços podem ser em vão quando o “Ben Maluco”, como o cavaleiro passa a ser conhecido, se vê envolvido na luta pela sobrevivência dos habitantes de um oásis esquecido no meio do deserto e em seu conflito contra o perigoso Povo da Areia.

Olá Pessoal, tudo bem? 

Para quem me conhece sabe que nos últimos tempos me encontro viciada em Star Wars, estou revendo os filmes e também comecei as series animadas: Rebels e Clones Wars e estou muito mais empolgada do que da primeira vez que assisti os filmes e estou me sentindo muito mais conectada com esse universo e disposta a descobrir outras facetas do mesmo.

Star Wars é uma "space opera" que se passa em um futuro distante em que os universo já foi desbravado e as viagens espaciais são mais que comuns, viver em diferentes planetas, seria o equivalente a hoje viver em outro país. O universo em si é muito rico, uma vez, que abrange diversos planetas, raças e costumes e por isso mesmo, abre a possibilidade de surgir muito material para o chamado universo expandido.

A franquia foi a primeira a utilizar o conceito de multi-mídias, apresentando tanto, filmes, series animadas, livros, HQs e etc. Por isso, há um universo enorme de material a ser explorado apenas desse lado da galáxia e eu também decidi me aventurar por aí.

Para começar é importante saber que existe dois tipos de histórias de universo expandido: canône e lendas. Quando a Disney comprou a Lucas Filmes ela decidiu fazer uma espécie de "reboot" (a lá Marvel e DC) do universo Star Wars para que os roteiristas tivessem mais liberdade de criação, sendo assim, tudo que até então havia sido escrito (anterior a 2014) passou a ser considerado Lendas, ou seja, pode ou não ter acontecido no universo de Star Wars. Existem muitos guias na internet para saber o que é Canône ou Lendas e te situar no tempo recomendo esses dois: Cronologia completa e Guia completo.

Kenobi faz parte do selo Lendas e se passa logo após os eventos do Episódio III, o final da república e inicio do império. Quando os gêmeos são separados para facilitar a sua proteção e Luke é levado para Tatooine por Obi-Wan Kenobi para ser criado por seus tios, então, Kenobi decide se tornar um eremita e ficar por perto de modo a poder cuidar do garoto mesmo que a distância.

Em Tatooine seu objetivo é ficar incógnito por isso, ele escolhe uma casa no meio do deserto, mas não vai ser tão fácil assim se manter longe dos problemas, pois parecem que os mesmo perseguem o Jedi.

Nesse planeta seco e desértico, praticamente sem leis e abandonado a própria sorte a população enfrenta dois problemas principais: falta de água e o povo da areia. Para o primeiro temos os chamados fazendeiros, cujo um dos maiores da região é Orin e para o segundo temos o chamado dos colonos, uma espécie de milícia também comandado por Orin. E esses dois elementos vão ser essenciais para o desenvolvimento da história.

Nessa região é onde fica localizado o Lote, onde esta o armazém, a maior loja da região e ponto de encontro dos colonos da região, liderada e administrada por Annileen, uma mulher forte mãe de dois filhos que lhe dão bastante trabalho e que vai conhecer Obi-Wan, ou melhor Ben em uma situação no mínimo inusitada em que ele vai ajudar a salvar a vida da filha e vai se interessar por esse homem misterioso.

O livro é uma aventura, aos poucos, a história vai se desenhando e vemos que o conflito é bem maior e mais complexo do que colonos versus povo da areia. E aqui nesse lugar tão distante e aparentemente fora de todo o sistema galáctico acompanharemos também é eterna luta do bem contra o mal, mas quem esta de que lado?  E novamente vemos o ensinamento de Yoda ser aplicado, o medo é a abertura para o lado negro da força: "O medo leva à raiva, a raiva leva ao ódio e o ódio leva ao sofrimento."

Obi-Wan se sente culpado e atormentado por tudo o que aconteceu ao Anakin e aqui ele tem uma chance de talvez se redimir um pouco salvando um outro jovem antes que o mesmo sucumba ao lado negro.

A história é toda muito envolvente os personagens são bem construídos e trazendo mais do que um olhar superficial, principalmente, Annileen, A'Yark (líder de guerra dos Tusken - povo da areia) e o Orrin, fora que é muito interessante conhecer um pouco mais do planeta de origem do Anakin e Luke.

"...pessoas sábias nunca tomam decisões desesperadas..."

Recomendo bastante a leitura tanto para quem assim como eu esta começando a explorar o universo de Star Wars quanto para aqueles que a principio não tem tanto interesse até porque o livro como obra literária em si é muito bom.

Livro: Kenobi
Autor: John Jackson Miller
Editora: Aleph
528 páginas
 
Até a próxima,

Dani Moraes

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A Verdade é uma Caverna nas Montanhas Negras


Neil Gaiman

Publicada incialmente em uma coletânea de contos do autor, A verdade é uma caverna nas Montanhas Negras é uma história fascinante sobre família, a busca por um tesouro e a descoberta de um novo mundo. Em uma colaboração inédita, os personagens e as paisagens de Gaiman ganham forma com um traçado sombrio e impreciso do artista Eddie Campbell, e o resultado é uma obra que passeia entre o livro ilustrado e o graphic novel, desafiando os limites entre texto e imagem em uma explosão de cor e sombra, memória e arrependimento, vingança e, principalmente, amor.

Olá Pessoal, tudo bem?

E mais uma vez temos Neil Gaiman aqui no blog, esse ano eu não repeti muito autores nos meus lidos com uma exceção do próprio Neil Gaiman que foram 3: A Bela e a Adormecida, O livro do Cemitério e agora A verdade é uma caverna nas montanhas negras.

Esse livro surgiu de um projeto inovador proposto pela Opera House de Sydney em um festival internacional chamado Graphic em 2010, eles convidaram o Neil Gaiman a ler um conto e ele escolheu esse contque era inédito, então o Eddie Campbell (Do inferno - Allan Moore) fez algumas ilustrações que seriam exibidas durante a leitura e tudo seria acompanhado por um trilha sonora do quarteto de cordas FourPlay, essa exibição deu tão certo e fez tanto sucesso que ela acabou sendo repetida em outros lugares e depois foi transformada nesse livro. Abaixo Gaiman comentando o projeto:


O livro é uma mistura de livro ilustrado com quadrinho, pois além das ilustrações temos algumas partes em forma de quadros e também o fundo de página tudo isso contribui para a construção do enredo e para a forma que a história é contada.



Aqui temos um anão que procura um border reaver (uma espécie de salteador de fronteira, que entre o século XIII e XVII assaltava pessoas entre a Inglaterra e a Escócia) chamado Calum MacInnes para guiá-lo até uma caverna localizada na Ilha das Brumas, uma ilha mágica que ora esta e ora não esta no mesmo lugar que seria cheia de ouro, mas que ao contrário do que acontece com a maioria das histórias com cavernas cheias de tesouro não é guardada por nenhuma criatura, como um dragão como em O Hobbit, por exemplo, porque as próprias pessoas a evita, pois sabem que quem sai de lá carregando ouro deixa um pedaço do seu coração, da sua alma e perde um pouco a capacidade de ver a beleza na vida.

Isso é tão interessante que me fez refletir um pouco sobre nossas vidas e em quantas vezes fazemos isso, quantas vezes abrimos mão de um pedacinho de nossa alma por um punhado de ouro. Não estou falando de coisas grandes, não é o empresário que contamina uma nascente e consequentemente condena toda uma população somente para não dar tratamento adequado aos seus resíduos, nem do politico que dá concessão a uma construtora sem condições que vai fazer o viaduto que cai em troca de propina, esses perdem a alma inteira. Estou falando das pequenas concessões que muitas vezes fazemos pelo emprego, salário, uma posição social um pouco melhor, mas que no fundo nos tira um pouco a capacidade de ver o colorido da vida. E se ver a porta dessa caverna faz parte do amadurecimento, por mais que, busquemos manter a pureza e o olhar de criança é impossível mantê-lo totalmente. Quando chegamos a porta da caverna a questão fundamental é vale a pena perder um pouco da minha alma por esse punhado de ouro? Acredito que em alguns momentos a resposta será sim, mas o importante é termos essa consciência até porque a cada vez que entramos nessa caverna perdemos um pouco mais desse colorido e temos que cuidar para a vida não se tornar um grande filme em preto e branco.

A história se passa nas Highlands na Escócia, mas não fica muito claro o período o que contribui para essa sensação de atemporalidade da mesma. E apesar de ser uma história curta, ela vai sendo construída aos poucos, a medida que a viagem dos dois vai acontecendo vamos conhecendo um pouco mais sobre os mesmos personalidade e passado dos mesmos. E nada esta ali de graça, tudo tem um motivo é fica bem amarrado no final, até mesmo o encontro com uma vidente, depois que se finaliza o livro fica muito claro o que ela quis dizer. E no final descobrimos que essa é uma história de vingança, mas será que a vingança realmente vale a pena ? Será que ela realmente muda alguma coisa? Depois que eu finalizei o livro eu voltei e reli a primeira página e aí ela fez todo o sentido.

Não seria um livro do Neil Gaiman se não tivesse um pouco de fantástico e referencias mitológicas, uma bastante clara, é a presença de um barqueiro que assim como Caronte cobra uma moeda para transporta-los ao outro lado, seria então a caverna uma representação do inferno? Inclusive a ilustração do Campbell lembra muito as representações de Caronte.


Outra discussão muito interessante suscitada pelo livro é sobre a verdade e os dois personagens tem opiniões bastante distintas sobre ela para o anão:

"Às vezes acho que a verdade é um lugar. Para mim, é como uma cidade: pode haver uma centena de estradas, uma centena de caminhos que, no fim, nos levarão ao mesmo lugar. Não importa de onde venhamos. Se seguirmos na direção da verdade, vamos alcança-la, independentemente do rumo que tomarmos."

Já para Calum MacInnes:

"A verdade é uma caverna nas montanhas negras. Há somente um caminho até lá, e um caminho apenas. Um caminho árduo e traiçoeiro. E, se seguir na direção errada, vai morrer sozinho na montanha."

E aí o que vocês acham?

E esse é o poder da literatura, um conto ilustrado consegue nos fazer refletir sob tantos aspectos. Aliás, as ilustrações e tudo que compõem esse livro ajuda na construção do enredo e no contar dessa história. As ilustrações são darks como a história, às vezes, parecem apenas esboços mas em outros momentos ganham uma força notável principalmente na expressão dos personagens.


Não sei se eu consegui me expressar claramente nesse post, mas essa é uma leitura que eu recomendo bastante, leia com calma, observe as ilustrações e reflita.

Título: A Verdade é uma Caverna nas Montanhas Negras
Autor: Neil Gaiman
Ilustrador: Eddie Campbell
Editora: Intrínseca
80 páginas

Até a próxima,

Dani Moraes

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Encerrando o mês - Outubro/2017




Olá Pessoal, tudo bem?

Vamos conversar um pouco sobre os filmes e series que eu assisti nesse mês que passou. Apesar de ser considerado o mês do Halloween, eu não curto filmes de terror então não esperem ver isso por aqui, mas sim, estamos monotemáticos vocês sabem que eu vicio nos assuntos, a uns meses atrás estava a louca da idade média e agora... estou viciada em Star Wars, assistindo tudo que esta relacionado a esse universo.


Filmes:

Dessa vez, estou assistindo os filmes de Star Wars, na ordem cronológica da história e não de lançamento e no mês de setembro eu assisti aos episódios I e II.


1 - Star Wars: Episódio III - A Vingança dos Sith (2005): O pau esta comendo na republica, as guerras clonicas em seu auge, os separatistas ganhando cada vez mais força e o Anakin começa a se aproximar cada vez mais do lado negro da força. Ele tem medo de perder a Padmé, ele se sente raiva porque ele acredita que é menosprezado pela ordem Jedi que não o torna um mestre e isso o leva a se aproximar cada vez mais de Palpatine que sabe aproveitar as fraquezas do jovem jedi. Eu gosto muito da relação e interação do Anakin e Obi-Wan, essa coisa de mestre e aprendiz e é muito triste ver isso se deteriorando ao longo do filme, ver o Anakin sentir raiva do Kenobi e nós sabemos do carinho que o mestre tem por seu Padawan e tudo culmina naquela cena linda e triste da luta entre os dois, é o fim da republica, dos jedis, do Anakin e de certa forma do Obi-Wan que agora se tornará simplesmente Ben. Digam o que quiserem, mas eu gosto dessa triologia nova. ★★★★★





2 - Star Wars: Episódio IV - Uma nova esperança (1977): Esse foi o primeiro filme a ser lançado e é muito interessante pensar em quão diferente é a nossa visão que conhecemos a história de quem assistiu na época que chipava Luke e Leia sem saber que eles eram irmãos. Leia é capturada quando esta em posse da planta da estrela da morte, uma arma de destruição em massa construída pelo império, então ela envia o R2-D2 para procurar o Obi-Wan, mas os droides (C-3PO esta junto) acabam encontrando o Luke primeiro, então o Luke conhece Ben Kenobi que inicia seu treinamento como Jedi, enquanto eles tentam alcançar Leia com ajuda Han Solo e sua Millenium Falcon. Leia é uma personagem incrível, forte, inteligente e decidida. Não vou reclamar das soluções rápidas e nem de nada, porque esse filme é icônico e eu simplesmente adoro! ★★★★★
 
 



3 - Star Wars: Episódio V - O império contra-ataca (1980): Depois da destruição da estrela da morte, os rebeldes estabeleceram sua base em um planeta gelado e como o próprio título do filme o império contra-ataca. Enquanto Luke vai a um distante planeta procurar Mestre Yoda que o treina nas artes jedi, Han e Leia acabam indo parar em um outro planeta onde encontram um antigo colega contrabandista de Han - Lando Calrissian. Esse filme é onde aparece a famosa frase: "I'm your father", além é claro das frases mais icônicas do Yoda. É um filme de meio de triologia, mas de jeito nenhum é menos cheio de aventuras e ação! ★★★★☆





4 - Star Wars: Episódio VI - O retorno do Jedi (1983): Encerramento da primeira triologia, o filme já começa a toda quando Luke, Leia e companhia vão libertar Han de Jabba e como se não bastasse isso, uma nova e melhorada Estrela da Morte é construída e mais uma vez, nossos heróis se colocam em grande perigo para salvar a humanidade. E é nesse filme que tem uma das cenas mais de redenção do cinema. Para variar adoro !! ★★★★★




5 - Star Wars: Episódio VII - O despertar da força (2015): Eu só fui assistir agora e entendi a empolgação da galera, o filme é muito legal! Na verdade a história segue o enredo de uma nova esperança a Rey faz as vezes do Luke, uma garota vivendo em um planeta deserto, encontra um droide que tem uma informação muito importante e vai parar no olho do furação e descobre que tem a força e o Han Solo até dá uma de Obi-Wan. E tem o Finn, um ex-stormtrooper que decide desertar e acaba ajudando um prisioneiro do resistência. Também vai rolar uma arma de destruição em massa, uma procura por Luke que esta desaparecido e vamos rever Han, Leia, C3-PO, R2-D2 e Chewbacca. Tem muito, muito paralelo com Nova Esperança, o que é bem legal porque faz uma homenagem, mas também é um pouco chato por parecer falta de criatividade e inovação. Tem umas inconsistências que me incomodam: como assim que a Republica não conseguiu se manter no poder e é um grupo pequeno de novo da resistência? Como a primeira ordem tem aquele tamanho e constroem uma Estrela da Morte piorada e ninguém percebe? Como que a Rey que não teve nem sequer uma orientação é capaz de usar a força daquele jeito até usou o poder mental, até o Anakin que foi gerado pela força precisou de treinamento. E o Finn ele tem a força nele, não é possível que ele conseguiria manobrar o sabre de luz do jeito sem a força? E as teorias loucas da origem da Rey, não sei qual a pior. Mas o filme é muito legal apesar disso, ele acertou no tom da dramaticidade, da piadinha e do uso dos efeitos especiais, mas o mais importante, é construção de personagens Rey e o Finn são legais, mas o Kalu Ren, se não desandar nas continuações tem tudo para ser um puta personagem complexo. Posso reclamar de mais uma coisinha? O filme não fechou nada... esta tudo em aberto para os próximos o que pode ser um erro ou um acerto e que a força esteja com Rian Johnsson! ★★★★★





6 - Meus Quinze Anos (2017): Vamos sair só um pouco de Star Wars... Larissa Manoela, a eterna Maria Joaquina, ganhando as telonas em uma adaptação de um livro de Luiza Trigo, aliás Larissa também protagonizará uma outra adaptação de livro nacional - Fala serio, mãe! da Thalita Rebouças. Larissa é Bia, uma garota que não tem muitos amigos na escola, exceto Bruno, e é considerada a esquisita, órfã de mãe é criada por um pai muito amoroso e companheiro, mas um pouco estranho e até constrangedor para uma adolescente que acaba a inscrevendo em um concurso para ganhar uma festa de quinze anos, super tradicional, tudo o que a garota não quer, porém como ela mesma diz no filme, mas talvez precisa. Filminho adolescente típico que a Dani adora! Gostei porque é brasileiro, então mais próximo da nossa realidade, então não tem o clube do xadrez, do áudio-visual e etc. Bia e Bruno só não são populares e ponto, não são o suprassumo da nerdice. Eu gostei das musicas, gostei da Larissa Manoela que mandou muito bem e recomendo para quem gosta desse tipo de filme, lembrando que ele tem todos os clichês do gênero. ★★★★☆





7 - Internet o filme (2017): Esse é aquele filme com os youtubers brasileiros.. já falei um pouco sobre ele no instagram, então não vou me alongar qualquer coisa vê lá. Achei fraco! ★★☆☆☆




Series:

Óbvio que o vicio Star Wars continuou por aqui....


1 - Star Wars - Rebels (1.1 - 2.22): Essa serie também faz parte do cânone de Star Wars, e se passa catorze anos após os eventos do episódio III e 5 anos antes do episódio IV. E vamos acompanhar uma pequena, mas não menos importante, célula rebelde. Essa serie ainda esta em exibição no canal da Disney e foi feita com o objetivo de conquistar novos fãs para franquia.

Esse grupo de rebeldes formado por: Ezra Bridger, um jovem órfão de Lothal que descobre que pode usar a Força; Kanan Jarrus, um Jedi que sobreviveu a Ordem 66; Hera Syndulla, uma pilota Twi'lek e veterana da resistência; Sabine Wren, uma mandaloriana perita em explosivos; Garazeb "Zeb" Orrelios, um guerreiro Lasat; e o Droide Astromecânico rabugento C1-10P, também conhecido como Chopper. Eles vivem a bordo da nave Fantasma e fazem pequenas ações contra o império, no entanto, quando Ezra e Kanan começam a usar a força mais abertamente eles  passam a chamar a atenção de um grupo de executores, que eram uma espécie de discípulos do Vader, inclusive o próprio Vader aparece em um dos episódios.

A serie tem como elementos mais fortes a aventura e a diversão, mas eu gosto demais da interação Mestre e aprendiz do Ezra e Kanan, eu amo Obi-Wan e Anakin nessa relação mestre e aprendiz, mas esses dois também são demais, porque o Ezra é muito indisciplinado, cabeça quente, mas o Kanan também não é um modelo de mestre e pelo que entendi até agora ele nunca foi sagrado mestre jedi, ele era um Padawan quando aconteceu a Ordem 66.

E tem o melhor droide... Chopper... eu amo os droides de maneira geral, quando eu vejo C3-PO não tem como não me lembrar do Marvin do Guia dos Mochileiros das Galáxias, R2-D2 mora no meu coração, BB-8, por enquanto é só o mais bonitinho, mas o Chopper... ele é o mais sucateado, foi feito de peças de segunda mão, é mal humorado, brigador, não leva desaforo para casa... tem muita personalidade, adoro!

Esta rolando a quarta temporada que será a ultima e pelo final da segunda temporada essa pequena célula esta ganhando cada vez mais importância dentro da organização da resistência, então é lógico que estou curiosa para continuar assistindo. ★★★★☆





2 - The Clones Wars (1.1 - 1.17): Essa outra serie animada também faz parte do cânone e esta ambientada durante as guerras clonicas e vai acompanhar alguns jedi junto com os clones na luta contra os separatistas.  Tem Yoda, Obi-Wan, Anakin e outros mestres. Os episódios tem uma continuidade, mas não focam sempre nos mesmos personagens, em alguns momentos vamos acompanhar alguns jedis que vemos muito superficialmente nos filmes. Também é uma serie bem legal, dá para entender mais da sobre os Jedis e eu posso ver mais de Obi-Wan, que se você não percebeu até agora eu gosto muito. Tem uma coisa que eu não entendo, nos filmes da triologia prequel, uma das coisas que mais incomodava o Anakin é que ele não era considerado um mestre Jedi, nem mesmo quando ele entrou para o Conselho Jedi por pressão do Palpatine ele foi declarado um mestre, no entanto, nessa serie ele é mestre e tem um padawan Ahsoka Tano que volta a aparecer em Rebels, aliás outra personagem muito legal, uma representante feminina de peso. Essa serie acredito que tem 7 temporadas, vou continuar assistindo e comento mais depois. ★★★★☆
 
 



3 - Orphan Black (2.1 - 3.9): Quase finalizei a terceira temporada, mas acho que vou deixar para falar de Orphan black de uma vez quando finalizar a serie, também quero ler A ilha do Dr. Moreau talvez venha até alguma conexão. Só digo que essa serie é excelente, em outro resumo já falei um pouco sobre a sinopse, mas cada vez a história vai ficando mais intrincada. Vale muito a pena! Para quem gosta de ficção cientifica e também de suspense e aventura é uma ótima pedida.


Internet:  O post já esta muito comprido.. nem vou recomendar nada dessa vez.


Blog:

1 - Comentário do livro: Ecos
2 - Comentário do livro: Tony Moon, esta tudo fora de controle, cara!
3 - Livros Lidos: Setembro/2017
4 - Resumo do mês: Setembro/2017
5 - Comentário do livro: Ferreiro de Bosque Grande
6 - Comentário do livro: A maldição do cigano


Até a próxima,

Dani Moraes

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Livros Lidos: Outubro de 2017



Olá Pessoal, tudo bem?

Vamos conversar um pouco sobre os livros lidos esse mês e no final até que o mês rendeu bem e foram boas leituras, tentei ler alguma coisas temáticas, então rolou infanto-juvenil e também um terrorzinho... vamos aos livros:



1 - Ferreiro do bosque grande - J.R.R. Tolkien (wmf Martins fontes): esse foi o único Tolkien lido esse ano e é um conto de fadas no conceito do Tolkien, ou seja, uma aventura vivida por um humano na Terra da Fadas. Aqui temos uma pequena vila onde uma das figuras mais importantes é o mestre-cuca e um dos eventos mais importantes é o Grande Banquete das Crianças, que ocorre a cada 24 anos e em um desses banquetes uma das crianças recebe um presente especial, uma estrela que a permite caminhar pela Terra das Fadas.  Além da história em si, essa edição da Martins Fontes traz muitos extras, interessantes para quem gosta de literatura e principalmente, quem ama Tolkien, vemos a gênese da construção da história, alguns fac-símiles e outros extras. Para mais informações veja o post sobre o livro no blog. ★★★★☆



2 - A maldição do cigano - Stephen King (Ponto de leitura): Essa foi a escolha do Desafio Diminuindo a pilha - Terror e esse é um livro que o King escreveu com o pseudônimo de Richard Bach. Um bem sucedido e gordo advogado acaba atropelando um cigana e por ser influente não recebe nenhuma punição da justiça, mas vê sua vida mudada quando um velho cigano sussurra a seguinte frase: "Mais magro". E vamos acompanhando a saga desse homem que a principio tem dificuldade para acreditar na tal maldição, mas que se vê perdendo peso, mas como fazer a família e amigos acreditar na maldição, então ele sai em perseguição aos ciganos e em busca da sua própria redenção. O livro é um pouco lento no começo, mas no terço final fica bastante eletrizante e queremos saber como tudo vai terminar e não é nenhum conto de fadas, então o final eu diria que é interessante. Também tem post no blog. ★★★☆☆



3 - O livro do cemitério - Neil Gaiman (Rocco): Logo no inicio da história acompanhamos a família de um bebe ser assassinada e ele acaba parando em um cemitério onde é adotado e passa a  ser criado e protegido por fantasmas e por Silas, aquele que não esta nem vivo e nem morto. É um livro muito bom que alterna momentos tensos, aventura com Ninguém Owens (o nome que o bebe recebe) descobrindo o mundo a sua volta e muitas referencias a mitologia e folclore (como um Gaiman sempre é). Por mais que, soe absurdo um bebe ser criado em um cemitério a história é construída de uma forma tão magistral que parece perfeitamente aceitável.  E os personagens são maravilhosos, especialmente Silas, o guardião e Liza, a bruxa. Leitura mais que recomendada. Também tem comentário no blog. ★★★★★
 
 
4 - Kenobi (Star Wars) - John Jackson Miller (Aleph): Essa foi minha primeira incursão pelo universo expandido de Star Wars, faz parte do selo Lendas, ou seja, a Disney pode ou não levar em consideração os acontecimentos desse livro nos próximos filmes. Apesar que, esse livro esta bem fora do centro dos acontecimentos da história. Se passa em Tatooine, logo após o final do Episódio III, quando os gêmeos são separados e Obi-Wan leva Luke para viver em Tatooine com os tios e Kenobi decide ficar para cuidar do garoto a distancia. Obi-Wan torna-se Ben, um ermitão que vive no meio do deserto, mas parece que por mais que ele se esforce para ficar incógnito a confusão o procura. É um livro muito bom, vamos ver um Kenobi atormentado por se culpar pelo que aconteceu a Anakin e também vemos que não importa o quão distante você esta do centro dos acontecimentos a eterna luta do bem contra o mal sempre esta presente. Mas quem é o mal? Quem é o bem? O lado negro da força pode seduzir até aqueles que não acreditam na sua existência. Gostei muito mesmo e recomendo para quem gosta da franquia e até para aqueles que não são muito ligados, pois o livro como obra em si é muito bom. Em breve haverá post sobre o mesmo no blog. ★★★★★
 
5 - Valente para onde você foi? - Vitor Cafaggi (Panini): Esse é o quinto livro de Valente esse cachorrinho que nos representa, ele agora esta na faculdade muito mais sábio e aplicando as regras de ouro do relacionamento ensinadas por Bu, será? Ele esta apaixonado outra vez  e acaba perdendo a chance de conhecer a garota certa algumas vezes, mas ele tem tempo ainda é jovem e tem muito a aprender. Cheio de referencias aos anos 90 e inicio dos 2000, como não amar quando ele ouve Backstreet boys, Bon Jovi, assiste Gilmore Girls e apresenta uma verdadeira campeã do pogobol. Falei um pouco sobre ele no instagram. ★★★★☆


Para esse mês foi isso, esperamos que novembro seja inda mais recheado, dado que, eu tenho um monte de livros começados que gostaria de finalizar.

E vocês o que andaram lendo?

Até a próxima,

Dani Moraes

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O Livro do Cemitério

Neil Gaiman
 
"... É como as pessoas que acreditam que serão mais felizes se elas se mudarem para outro lugar, mas que logo percebem que não é assim que funciona. Para onde quer que você vá, leva a si mesmo."

 
 
 
Enquanto seus pais e irmã são impiedosamente assassinados por um misterioso homem chamado Jack, um bebê consegue escapar de seu berço e se aventurar pelo mundo. Uma série de coincidências, aliada a uma grande dose de sorte, salva o pequeno de ter um destino tão trágico quanto o de sua família. A história do bebê sortudo e fujão começa quando ele chega à rua e sobe a colina em direção ao velho cemitério. Ele é perseguido pelo assassino de seus familiares,. Já dentro do cemitério o neném conhece os habitantes do local. Fantasmas de outras épocas que vivem em suas covas e mausoléus e que por circunstâncias do destino são forçados a adotar e batizar o bebê, agora chamado de Ninguém Owens, o Nin, para salvá-lo do seu perseguidor.
 
Olá Pessoal, tudo bem?
 
E hoje é dia de  Neil Gaiman aqui no blog e dessa vez, um dos livros do autor que tinha mais curiosidade porque essa premissa é sensacional, um bebe que cresce em um cemitério sendo criado por fantasmas não é o que seja de clichê na literatura e esse é um livro que pode se encaixar nos dois temas do mês de outubro: Mês das Crianças, trata-se de um livro infanto-juvenil e Halloween, com toda essa história de cemitério, nem precisa explicar, certo? Era para esse post ter saído ainda em outubro, mas ainda é comecinho de novembro, então esta valendo.
 
Em uma noite toda uma família é assassinada, exceto pelo bebe, que vendo uma porta aberta acha a oportunidade perfeita para explorar o mundo e nesse caminho ele acaba chegando a um cemitério, onde o mesmo é adotado e protegido pelos fantasmas do lugar e por seu protetor Silas, aquele que, não esta em vivo e nem morto, mas ao qual foi dado o direito de viver no cemitério. Adotado pelos Owens ele recebe o nome de Ninguém Owens e passa a viver no meio dos mortos como se fizesse parte daquele universo.
 
O cemitério em que ele foi parar é antigo, remonta os tempos em que os primeiros romanos chegaram a Inglaterra e já se encontra fechado e tornou-se uma espécie de reserva natural a muito tempo, seus moradores mais recentes datam do século XIX. Há uma regra que, as almas devem permanecer onde as mesmas foram enterradas, por isso, o garoto não convive ou conhece a sua família de sangue.
 
Crescendo no cemitério Nin, abreviatura de Ninguém, tem experiências que não são muito típicas de garotos da sua idade, e recebe uma educação pouco convencional, aprendendo coisas como "sumiço", técnica de se tornar invisível aos olhos humanos, "passeio nos sonhos" quando uma alma pode visitar pessoas em sonhos, e outros um pouco mais tradicionais como alfabetização, incluindo latim, matemática e história (não que ele esteja muito a par da história contemporânea).
 
Mas o mundo ainda é perigoso para Nin, já que o homem que matou sua família, aquele chamado Jack, ainda se encontra a solta pelo mundo e a procura do garoto.
 
O livro começa de forma eletrizante e de certa forma assustadora com o bebe sendo perseguido por seu assassino, e depois ganha um tom aventuresco, uma vez que, a cada capitulo vamos acompanhando as aventuras de Nin pelo cemitério, sua curiosidade pelo mundo, suas aventuras e crescimento e como acompanhamos o crescimento de Nin,esse também pode ser entendido como um romance de formação.
 
No último terço do livro ele volta a ficar bem tenso com Nin buscando entender um pouco mais da própria história e precisando se defender dos perigos ao redor. E assim como, em Coraline, apesar de ser voltado para o público infanto-juvenil Gaiman não se faz de rogado e utiliza do suspense que nos faz prender a respiração.
 
Gostei muito do livro, a história é toda muito original e bem amarrada, ele utiliza diversas figuras folclóricas e míticas e cria situações completamente fora do senso comum e ao mesmo tempo totalmente criveis e essa é grande sacada do autor, nos fazer acreditar que realmente é possível que um bebe cresça em um cemitério, criado por fantasmas.

A formação e caracterização dos personagens também é excelente, além do próprio Nin, temos o Silas e uma moça que foi assassinada acusada de bruxaria que são personagens bastante complexos e interessantes.
 
O livro tem ilustrações do Dave MacKean.




 
Leitura altamente recomendada!
 
Até a próxima,

Dani Moraes

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A maldição do cigano

Stephen King (Escrito sob o pseudônimo de Richard Bachman)

Com uma rotina tranquila, bem casado, o advogado Bill Halleck não tinha muitos problemas na vida. A não ser o peso. Mas por nada no mundo dispensaria os dois ovos com bacon do café da manhã ou os pacotes de Doritos diariamente devorados. Tudo iria mudar drasticamente naquele maldito dia. A velha cigana se pôs em seu caminho e Bill não conseguiu parar o carro. Ao mesmo tempo em que as rodas esmagavam a velha, a vida de Halleck começava a ser destruída. Considerado inocente pela justiça humana, não pôde fugir à maldição soprada por Taduz Lemke, o patriarca dos ciganos, na saída do tribunal. "Mais magro", praguejou o velho. A partir desta dia, os 111 quilos de Bill passam a ser sugados vertiginosamente. Se não conseguir deter a maldição cigana, em pouco tempo Bill não será mais do que um feixe de ossos.


 Olá Pessoal, tudo bem?

Hoje vamos conversar um pouco sobre  o livro que foi o escolhido para o Desafio Diminuindo a Pilha - Terror: A maldição do cigano e meu segundo King, se bem que não é exatamente um King, deixa eu explicar melhor isso.

Entre 1977 e 1984 os EUA conheceram um novo escritor Richard Bachman, mas o que todos vieram a saber depois é que o suposto escritor era um pseudônimo de Stephen King que como todos nós sabemos é uma máquina de escrever (George R.R. Martin vamos nos inspirar só um pouquinho no tio King, um livro a cada 1 ano até 2 anos... combinado?) e ele tinha um anseio por ver suas obras publicadas, no entanto, seus editores achavam que o mercado poderia ficar saturado de King se ele lançasse mais de um livro por ano. Sendo assim, ele criou esse autor recluso e publicou quatro volumes: Fúria, A longa Marcha, A autoestrada e O concorrente quando começaram as conexões entre King e Bachman e um livreiro de Nova Iorque foi até os registros da biblioteca nacional e descobriu a verdade.  Nesse meio tempo é publicado A maldição do cigano que trazia uma dedicatória a suposta esposa de Richard e até uma foto do autor (na verdade, o agente de seguros do agente literário do King). Até que em 1985, Steve Brown com a anuência do próprio King publicou
no Washington Post um artigo que revelou a verdadeira identidade de Richard Bachman. King afirma que, se o segredo não tivesse sido revelado Misery, uma das obras mais conhecidas do autor, também seria publicada sobre o pseudônimo. Para saber mais sobre isso, aqui tem um artigo em que o próprio King fala um pouco mais sobre os motivos para criar um pseudônimo.

Richard Bachman (na verdade Richard Manuel)
A maldição do cigano foi publicado em 19 de novembro de 1984 e na época vendeu 28 mil cópias, e logo que foi revelado seu verdadeiro autor, as vendas subiram para 280 mil (e ainda duvidando do poder da marca?).  O livro é classificado como terror, inclusive, pelo próprio autor, no entanto, para mim ele esta mais para um suspense com elementos de sobrenatural.

O livro vai trabalhar com um daqueles medos coletivos e difundidos: medo de ciganos. Nessa história, um bem sucedido advogado acaba atropelando uma cigana e por ser conhecido e ter amigos influentes ele acaba não sofrendo nenhum tipo de punição, na saída do tribunal ele é abordado por um velho cigano que lhe diz as seguintes palavra: "mais magro". Ele esqueceu essa história até que sem dieta ou exercícios ele começa a perder peso, no começo, parece uma coisa boa, afinal a quanto tempo sua esposa vem o atormentando para perder peso, mas aos poucos, ele começa a se preocupar se seria alguma doença grave. Depois de uma bateria de exames tudo em seu corpo parece bem e ele se lembra do cigano.

Então, Bill começa a investigar por conta própria e entra em uma paranoia tentando descobrir o paradeiro dos ciganos e uma forma de reverter a maldição. Mas como fazer sua família e  seu medico acreditarem em algo assim?

“Certos caras, muitos caras, não acreditam no que estão vendo, principalmente se isso for contra a maneira que querem comer, beber, pensar ou acreditar. Eu não acredito em Deus, mas se o visse acreditaria. Não andaria por aí dizendo: “Bem, isso foi um grande efeito especial”. A definição de um imbecil é um cara que não acredita no que vê.”

Conforme o personagem perde peso ele também vai ficando cada vez mais paranoico e começa alimentar um ódio pela esposa e por outros ao seu redor. E é justamente estar na cabeça do personagem e vivenciar esse medo e essa raiva que faz com que o livro se torne mais eletrizante do meio para o final. Até porque o começo dele é bastante lento e demoramos para nos interessar mais pela história ou pelos personagens.

E o final, o que podemos falar sobre ele eu achei interessante e com certeza, mostrou uma face do Bill que não esperavamos. Se recomendo o livro? Sim, é um livro que conseguiu me prender e manter interessada no seu desfecho.

Título: A maldição do cigano
Autor: Stephen King
Editora: Ponto de leitura
421 páginas

Bom por hoje é isso,

Até a próxima,

Dani Moraes

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Ferreiro de Bosque Grande

J.R.R.Tolkien

 
 
A cada vinte e quatro anos, na aldeia de Bosque Grande, comemorava-se o Banquete das Boas Crianças. Era uma ocasião muito especial, e para celebrá-la era preparado um Grande Bolo, para alimentar as vinte e quatro crianças convidadas. O bolo era bem doce e saboroso, totalmente coberto de glacê de açúcar. Mas lá dentro havia alguns ingredientes muito estranhos, e quem engolisse algum deles obteria o dom de entrar na Terra-Fada...Está história fascinante de um andarilho que encontra o caminho para o perigoso reino da Terra-Fada está sendo publicada pela primeira vez no Brasil. Esta edição inclui um manuscrito do primitivo rascunho de Tolkien para a história, as ilustrações originais de Pauline Baynes, notas sobre a gênese, a cronologia e o final alternativo da história, e um longo ensaio sobre a natureza da Terra-Fada.
 
 
 
Olá Pessoal, tudo bem?

Continuando nossas publicações em comemoração ao mês das crianças e também representando o Tolkien do ano temos um conto: Ferreiro do Bosque Grande, que faz parte do "Tales From the perilous realm" (Contos do reino perigoso), uma publicação da Harpercollins que inclui: Mestre Gil de Ham, Sobre contos de fadas, As aventuras de Tom Bombadil, Roverandom e Ferreiro do Bosque Grande, sendo esse a última publicação do Tolkien em vida (1967).

O conto pode ser classificado como um Conto de Fadas, no sentido definido pelo Tolkien, histórias que se passam no Reino da Fadas, geralmente, com um humano se aventurando por esse mundo habitado por esses seres encantados.

Na aldeia do Bosque Grande há um grande salão onde o Mestre Cuca da vila faz os seus banquetes, sendo que, o mais importante deles um que acontece a cada 24 anos e onde são convidadas apenas algumas crianças e a grande atração desse banquete e o grande bolo. Em um desses grandes banquetes, uma das crianças ganha um presente especial que permite que ela acesse a Terra-Fada.

Tolkien teve a ideia para o conto quando foi convidado para escrever uma introdução para o livro Golden Key de G. MacDonald, que ele havia elogiado no seu ensaio Sobre contos de fadas, mas ao começar escrever o ensaio ele iniciou uma história para exemplificar o seu ponto de vista e decidiu parar com a introdução e escreveu esse conto.

O conto em si, é interessante e deve agradar as crianças e tem muitas interpretações, muitos dizem que quando o Ferreiro abre mão de sua estrela em prol de uma outra criança, seria o próprio autor passando a sua "pena" para a próxima geração e que o Mestre-Cuca e sua cozinha será a representação do templo e seu sacerdote, mas independente de qualquer interpretação, é uma história interessante e escrita como os outros livros infantis do Tolkien sem subestimar a capacidade de compreensão das crianças.

Esse livro além da história traz muitos extras, perfeitos para fã de livros, e principalmente, para fãs do Tolkien. Além do original, incluindo fac-símiles das histórias, temos uma gênese da criação da história, estudo de personagens e etc. Mais um vez, fica bem claro, o perfeccionismo do Tolkien que até mesmo para um conto ele escreve e reescreve.

O livro também conta com as ilustrações Paulina Baynes, a mais famosa ilustradora dos livros do Tolkien.




Vale a pena conhecer !

Livro: Ferreiro de Bosque Bosque Grande
Autor: J. R. R. Tolkien
Edição: Wmf Martins Fontes
164 páginas

Até a próxima,

Dani Moraes

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